Fundada em 1990 , no Rio de Janeiro.
Estimular a reflexão, proporcionar espaços de debate, sensibilizar outros indivíduos para as questões da arte contemporânea, gerar encontros intelectuais e afetivos, além de apoiar e investir na formação e informação de novas platéias são algumas das ações que a Companhia vem desenvolvendo há 23 anos.
A Companhia se mantem em atividade durante todo o ano, com aulas, ensaios do repertório, e trabalho de pesquisa e criação, sempre em colaboração com os artistas-bailarinos.
No Brasil, a Companhia se apresentou no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais, Acre, Tocantins, Rondônia, Espírito Santo, Bahia, Goiás.Mato Grosso,Pará e Brasília (Distrito Federal). Internacionalmente, em Israel, França, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Itália,Dinamarca,Espanha, Eslovênia, Hungria, Suécia, Noruega, Peru, Argentina, Chile, Reino Unido, Áustria, Suiça e Canadá.
Em 2003, a Lia Rodrigues Companhia de Danças foi convidada por Silvia Soter para colaborar com o hoje extinto, Centro de Estudos e Ações Solidárias na Maré, na Casa de Cultura da Maré, no Morro do Timbau, para onde transferiu suas atividades diárias, ajudando a construir e garantir a manutenção de local adequado para a dança, além de oferecer aulas e oficinas para jovens da comunidade e doar um grande acervo de vídeos de dança e livros.
Em 2004, ampliando suas ações, a Companhia realizou nesse espaço: a criação de contra aqueles difíceis de agradar, encarnado, hymnen ; apresentações de seu repertório aquilo de que somos feitos e formas breves ; apresentação do ensaio do espetáculo “Isabel Torres”, do coreógrafo francês Jérome Bel; temporada do espetáculo “Movente”, da coreógrafa carioca Paula Nestorov; oficinas e workshops com professores e artistas convidados; residência da companhia de dança Paula Nestorov. Todas essas atividades foram gratuitas, atraindo um público diversificado.
Em 2007, a Companhia, em parceria com a Redes de desenvolvimento da maré, iniciou um novo projeto na comunidade de Nova Holanda, Maré: a criação do Centro de Artes da Maré , um lugar de partilha, convivência e de troca de saberes, direcionado para a formação, criação, difusão e produção das artes.
O CAM , além de ser a sede da Lia Rodrigues Companhia de Danças, abriga entre outras iniciativas a Escola Livre de Dança da Maré. No CENTRO DE ARTES DA MARÉ a Companhia criou POROROCA e PIRACEMA , além de ter desenvolvido o projeto «dança para todos» entre 2008 e 2009 com aulas gratuitas de consciencia corporal, dança contemporanea para jovens e dança criativa para crianças.
A Escola Livre de Dança da Maré nasceu a partir de um sonho compartilhado entre a Lia Rodrigues Companhia de Danças e da Redes de Desenvolvimento da Maré e hoje atende gratuitamente cerca de 300 pessoas ao ano, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos. Com sede no Centro de Artes da Maré - que desde junho de 2010 faz parte da rede de Pontos de Cultura - a Escola desenvolve atividades diárias, de caráter continuado e gratuitas. Oficinas, aulas teóricas e práticas abertas ao público e passeios culturais são algumas das ações realizadas pela Escola. Em outra vertente do projeto, complementar a estas atividades, 15 jovens pré-selecionados frequentam atividades voltadas à profissionalização e à pesquisa de material criativo (oficinas práticas e aulas de dança com 4 horas diárias, cinco vezes na semana).
As atividades desenvolvidas por estes jovens estarão estreitamente interligadas à Lia Rodrigues Companhia de Danças, desde o processo artístico até seleção de alunos, escolha de professores e coordenação executiva do projeto.
Além dos espetáculos, são organizadas palestras, debates e oficinas, destinadas tanto a iniciantes quanto a profissionais de dança.
Em 1999 organizou aulas para professores de 1º grau de CIEPS em várias cidades do Brasil ( São Luiz do Maranhão, Marabá, Catas Altas-MG, Paraoapebas) no projeto Escola que Vale da Ong CEDAC para a Fundação Vale do Rio Doce.
Em 2005 participou do projeto TIM – Música ministrando aulas de dança em várias escolas de bairros populares do Rio de Janeiro , para 500 jovens do primeiro e segundo graus.
A Companhia já apoiou outras companhias de dança ou artistas que não contavam com apoio ou patrocinio : Paula Nestorov, Duda Maia, Gustavo Ciríaco , Frederico Paredes e Carmen Luz.
PRÊMIOS
1995 - Bolsa Vitae de Artes
1995 - Prêmio Estímulo - Ministério da Cultura
1994 - Troféu Mambembe - Melhor Coreógrafa - Ministério da Cultura
2000 - Prêmio RioDança "Coreógrafo" - AQUILO DE QUE SOMOS FEITOS
2000 - Prêmio RioDança "Trilha Sonora" para Zeca Assumpção-AQUILO DE QUE SOMOS FEITOS
2002 - Herald Angel - Melhores Espetáculos do Festival de Edimburgo
Escócia, Reino Unido -AQUILO DE QUE SOMOS FEITOS
2003 - Prêmio do Público - FIND 11 º Festival International de Nouvelle Danse, Montréal, Canadá
2007 - Herald Angel - Melhores Espetáculos do Festival de Edimburgo
Escócia, Reino Unido - ENCARNADO
PARCERIAS
*Entre 1997 e 2001 recebeu o apoio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, para sua manutenção.
*Em 2001 a Companhia foi escolhida para fazer parte do programa "Acueil Studio", do Ministério da Cultura do Governo Francês, através de uma co-produção com o Centro Coreográfico de Rillieux-la-Pape (Lyon, França) e Companhia Maguy Marin.
* Nos anos de 2002 e 2003, a Lia Rodrigues Companhia de Danças recebe financiamento da Brasil Telecom, através da Lei Rouanet/Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.
*De 2003 a 2007 estabelece uma parceria com a ONG CEASM, hoje extinta, na Casa de Cultura da Maré , Rio de Janeiro/Brasil
* Em 2005, para a criação de ENCARNADO teve como co-produtores o Centre national de la Danse/Pantin/Paris, o Festival d’Automne/Paris, La Ferme du Buisson/Noisiel Scène nationale de Marne-la-Vallée, Maison de la Danse/Lyon - França, Tanzquartier e de IDEE – programa Culture 2000 da União Européia - Viena/Áustria, e a participação da Région Rhône-Alpes (programa do Réseau des Villes/França).
*Em 2006 é convidada para uma parceria de 3 anos com o Theatre Jean Vilar da cidade de Vitry-sur- Seine na França, para um projeto multidiscilinar que engloba criação, diversas atividades pedagógicas como aulas, conferencias, além de espetáculos e intercambios.
O projeto “Chantier Poetique”,que estreou em novembro de 2008, na França, teve co-produção do Théâtre Jean Vilar – Vitry-sur-Seine e do Centre National de la Danse, Pantin, França e fez faz parte do “Compagnonnages du Théâtre Jean Vilar”, com o apoio do Conseil Régional d’Ile-de-France/Conventionnement au titre de la permanence artistique.
* durante o ano de 2008 e 2009 a Companhia contou com o apoio cultural do Espaço SESC, Rio de Janeiro
*Desde 2007 a Companhia é parceira da Redes de Desenvolvimento da Maré, no bairro de Nova Holanda, Rio de Janeiro,criada e dirigida por moradores e ex-moradores da Maré, que tem como principal foco a realização de projetos dedicados a interferir na trajetória sócio-educacional e cultural dos moradores de espaços populares, em especial da Maré.
* Em 2008, a A Lia Rodrigues Companhia de Danças recebeu financiamento da PETROBRAS através da Lei Rouanet/Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura - dinheiro público, originário de renúncia fiscal.
Ainda em 2008, a Companhia recebe apoio cultural do Espaço Sesc - Rio de Janeiro.
* Em 2012 A Lia Rodrigues Companhia de Danças recebeu financiamento da PETROBRAS através da Lei Rouanet/Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura - dinheiro público, originário de renúncia fiscal por 2 anos
CRIAÇÕES
2011 - PIRACEMA
2009 - POROROCA
2008 - CHANTIER POETIQUE
2007 - HYMNEN , para o Ballet de Lorraine, Nancy, França
2005 – Performance para “Laminadas Almas” de Tunga no Espaço Tom Jobim no Jardim Botanico,RJ
2005 – ENCARNADO
2005 - CONTRA AQUELES DIFICEIS DE AGRADAR – Projeto “La Fontaine”, França
2002 - FORMAS BREVES
2002 - BUSCOU-SE PORTANTO FALAR A PARTIR DELE E NAO SOBRE ELE - Culturgest, Lisboa, Portugal
2001 - performance para o projeto "Anos 70: Trajetórias", Itaú Cultural/SP
2001 - Performance para a obra "Teresa", de Tunga, abertura do Centro Cultural Banco do Brasil, São Paudo
2001 - DOIS E UM DOIS - Duos de Dança, Sesc Rio de Janeiro
2000 - AQUILO DE QUE SOMOS FEITOS
1998 - Performance para a abertura da exposição Restropectiva de Lygia Clark, Paço Imperial, Rio de Janeiro
1997- FOLIA II
1997 - RESTA UM , para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
1996 - FOLIA I
1993 - MA
1992 - CATAR
1990 - GINECEU
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